Há mais que três dimensões e milhares de coisas novas e brilhantes que correm para os cantos todos em busca de compreensão. Não se pode ignorar efeitos e existências. Há todo um universo que deve funcionar em conjunto, mesmo que não haja um porquê claro. E não há. Mas deve haver adequações múltiplas, a mente, corpo, o mundo cheio de mentes e corpos que deveriam se saber (e não sabem) nunca sozinhos. A limitação reside não na incompreenção do pensamento do outro, mas na incapacidade de aceitar a existência do pensamento do outro. Infinitamente parecidos e categorizáveis somos, mas cada um de nós, corpos e pensamentos devemos nos acostumar com a sensação de unidade. Os outros são cada um deles assim como nós não somos uma massa existencial informe.
Há direções, há. Mas são tantas e tão complexas que o melhor a dizer é que não há direções de forma alguma, tudo é mar grande e sem bússolas. Em verdade qualquer conclusão a se chegar ao olhar pelas janelas é saber que aqui dentro estamos sempre sozinhos e inalcansáveis, mas que nunca estamos sozinhos, porque existimos assim, caoticamente únicos em conjunto. Muitos.
Tudo isso porque desde que comecei a me “tratar” de meus mals subjetivos, desde que, há um ano, comecei a me desinteriorizar, tenho me tornado um grande problema existencial. Novamente me sinto sozinho, só que por agora, do outro lado. Só eu sei que não há um consenso, afinal, ou todos os outros que partilham essa crença estão espalhados e escondidos.
Escrito por Rodrigo
Escrito por Rodrigo