::Cadê a poesia que tava aqui?::

E afinal de contas, a poesia das coisas está em nós ou nas coisas mesmo? Porque de repente eu estou completamente perdido no meio de toda a falta de sentido universal.
Antigamente eu era um sujeito da chuva e do álcool, um andarilho ansioso e otimista, cheio de super poderes e carisma. Tudo que eu precisava fazer era sorrir. Tudo que eu precisava estava aqui e ali, espalhado, sociedade coletora e nômade.
Hoje eu sou um velho índio delirante. Não sou andarilho, apenas vago procurando espaços para quedar sentado aos suspiros. Se chove, eu simplesmente me molho, baixando os olhos e reclamando do frio. E nada é mais tão simples, nada é tão ao alcance dos braços e os braços nem se esticam por causa disso mesmo. Ontem mesmo eu ignorei umas crianças que poderiam ser minhas e que eu não ignorei já há um tempo atrás. Outras crianças alcoólicas como eu fui. “Há com certeza algo dentro de mim, o que será?”
Ajuda-me Vincent! Ajuda-me!

Uma resposta para “::Cadê a poesia que tava aqui?::”

  1. MB Disse:

    Abstraia! Viu que lançaram a Lama? Pulp costuma ser uma distração gratificante.

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