::Um dia, daqui pra frente…::

Não, não te culpo. Até porque não há culpas nesses momentos, a gente vive seguindo desejos que são sempre egoístas, a vida de um vai ser sempre um pouco calhorda aos olhos do outro. Incompreensível e cruel, cada uma das nossas escolhas. A pergunta séria, essa que me faço aqui, fumando e encarando a garrafa quase vazia de Presidente, não é a razão de você ir, isso já estava definido, respondido e esclarecido no dia em que veio. A pergunta é “por que veio?”. Esse é um mistério interessante com o qual eu possivelmente vou me ocupar durante uns meses, um ano, sei lá. Vou encontrar outras mulheres, várias bebedeiras, vou sair com o Teodoro, vou ouvir o sax de Marina e vou me perguntar “por que diabos Melissa me escolheu?”.
É bem engraçado que seja um término sem começo, ou esse vazio nulo de tristeza. Você era inteligente e esquiva o suficiente até pra isso, não deixar que eu me apaixonasse.
Há, quem sabe, as possibilidades absurdas. Você tem um câncer e antes que as terapias comecem a engolir seu corpo e sua beleza, você quis ser a deusa que dança, a dona do sexo dos homens. Uma mulher feliz antes de dar adeus aos cabelos, retirar os seios, perder o viço e mesmo assim, morrer.
Você é casada. Seu corpo não tem indício de filhos, mas você se casou cedo demais e pouco depois de um ano vocês se viram em uma crise que só poderia ser vencida através de compreensão e liberdade. Vocês viajam, cada um pra uma cidade (e eu imagino que seu marido seja um homem bonito e interessante como você), onde irão flertar com pessoas, conhecer gente, vão se divertir e trepar até se reabastecerem de saudades e vontade de estarem de novo um com o outro. Ou talvez ele seja corno. Você o engana, mas depende dele por qualquer razão.
Ou talvez, e isso é mais óbvio que o resto, você seja só uma mulher solitária, cínica, que despreza esses valores maiores, mais profundos e complexos dos relacionamentos (terá sido traída? Caiu num desses relacionamentos abusivos e resolveu nunca mais se apaixonar? Por problemas psicológicos, nunca conseguiu desenvolver afeto por nenhum companheiro?) e pula de parceiro em parceiro, desaparecendo ao menor sinal de um laço afetivo que se forma, ou de uma rotina que se desenha. Deve sentir algum tipo de prazer quando os caras começam a ligar, a falar em saudades, a prometer coisas.
No meu caso foi um acidente completo, por eu também não querer estar preso e te ter como companhia divertida, como sexo, como algo fútil e belo. Talvez você, na primeira troca de olhares, já soubesse que haveria livros mais importantes pra mim, do que você. Que na verdade, há solos de guitarra mais importantes que sua presença.
Você me escolheu pelo silêncio? Por acaso? Porque nunca tinha transado um cara que trabalha com livros? Qual a verdadeira razão?
O certo, Melissa, é que sua presença me distraiu de uma maneira deliciosa, dessa minha dor esquisita de existir. Você diluiu minha angústia durante esses dias e eu te sou muito grato por isso. Sua ausência vai me encher de perguntas tão deliciosas quanto você mesma foi. Seu fantasma, ao invés de me assombrar, me faz a mesma companhia que você…

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::inícios::

Mas é claro que uma mulher assim, com esse jeito de estar no mundo, de fugir de si, de arrumar estados temporários de existir, se aproximaria de mim. Sei ouvir música em silêncio, sei contar minhas desventuras para preencher o tempo, sei passar as mãos na mão dela de um jeito leve e sensual, que a deixa, apesar de tudo, meio tímida. Essa coisa de ver a adolescente onde está a mulher, de descortinar uma fragilidade que todo mundo tem. Ela se aproximou pelo que havia em mim que não remetia à vida dela e eu optei por não perguntar e não querer participar. Isso talvez a tenha feito ficar.
Ela definia assuntos vagos, “ontem vi um filme” ou “perdi a virgindade com meu vizinho, aos 14 anos” e me contava, nua, depois do nosso sexo, a falta de jeito com que um rapaz muito mais velho, mas tão inexperiente quanto ela, tentava, bêbado, coordenar penetração, ereção e ejaculação. Ria, concluindo “foi um desastre” e se virava para me encontrar encarando seu sorriso.
Evitar Melissa era o melhor jeito de me manter perto de Melissa. Ela confia em mim, porque não precisa me dar nada, podemos fingir, criar, nos distrair com coisas frívolas ou poéticas (se é que há diferença), caminhar pela rua da Bahia desde a praça da Liberdade até o centro, onde vamos nos juntar aos meninos hipsters do Malleta e eu vou me sentir levemente incomodado pela presença do sebo, mas vou pedir uma cerveja e assistir enquanto todos dançam.
Não dançar nos aproxima, também. Poderia nos afastar, mas não. Porque ela é uma mulher de espaços e vazios. Dança pra si, ou pra ser assistida. Quer que eu a observe- e eu observo. Todas as pessoas bêbadas, formam um balé caótico, um texto beat ao vivo. Há uma ligação entre nosso funk, cru e eletrônico e o bop dos anos 50, 60, que é negado pela maioria das pessoas, mas está ali. Melissa, alta, negra, dançando num ritual frenético que ela repetirá, mais tarde, pra mim em particular. A música criada num gueto cultural, negada por nossa sociedade, consumida cinicamente por pessoas que ampliam essas distâncias. Era o mesmo com o blues e o jazz dos anos 50. Era assim com Mardou, no livro que nos aproximou.
Melissa dança entre as pessoas e se liberta. Por um momento não há sebo, não há casa velha, não há Teodoro eternamente deprimido e magoado, ou Ulisses raivoso e pervertido. E eu percebo que esse meu afastamento da minha vida, dos meus contextos, do meu passado e do meu presente problemático, isso é estar com Melissa. E é bom. Não sei se quero que ela se vá. Não sei se estou à vontade com a ideia de transformar em lembrança, a pessoa que me ajuda a esquecer as minhas. Melissa dança e enquanto dança torna menores, os meus problemas.

::Durante::

O cheiro doce de perfume, muito bom, me invade junto com uma pontada de dor na cabeça. Ressaca, sexo, um quarto na penumbra, essas imagens vão se desenhando primeiro no meu cérebro, antes que eu efetivamente abra os olhos para entender o ambiente. Melissa dorme de costas pra mim. Acompanho com meus olhos e mãos imaginárias a curva de suas costas, desde seu ombro direito, evidente, a asa da tatuagem enfeitando as costas, até os quadris pronunciados, a bunda redonda e macia, pouco musculosa e as pernas grossas, longas. Melissa é uma mulher alta, mas na horizontal, palavras como alta ou esguia, perdem um pouco do sentido. Melissa é uma mulher imensa e espetacular. Acho que de onde estou, a definição mais adequada é essa. Uma mulher tão grande que não cabe no apelido óbvio. “Mel” nunca definiria essa mulher, seus gestos, a certeza fingida que domina seus olhares, o movimento dos quadris enquanto ela esteve por cima de mim. Não, essa mulher só cabe dentro de seu nome completo. Melissa, rainha das abelhas. Voltam os olhos pelo seu corpo, ainda com as mãos imaginárias. A vontade de acariciá-la perde para o medo de que ela acorde. A vontade de vê-la acordada esbarra na dúvida: ela se vai quando acordar? A vontade de fumar me distrai.

::em linha::

A desesperança é sempre mais bonita em versos. A falta de propósito, o niilismo, o pessimismo crônico da vida de cada um adquirem uma nota de dignidade, um tom de “poema em linha reta” ou “tabacaria”, quando se colocam em frases quebradas, em estrofes. Mas não. Me recuso. Eu preciso da prosa, porque as imagens poéticas são um tanto hipócritas, principalmente pra quem não tem nada além delas. Melhor contar que fiquei parado, esperando o dia passar de frente pro relógio, sem música, sem literatura, acompanhado pelos cliques do ponteiro dos segundos, pelo barulho do motor da geladeira, pelo tremor do piso quando passa um caminhão e pela vontade de não existir (e essa vontade é tão diferente daquela vontade de morrer, que me espanta pensar que as pessoas as confundam!) do que dizer “observo o tempo escorrer para o fundo da ampulheta eterna do meu peito”. Não há ampulhetas. Só o relógio de parede que roubei na casa da minha ex, na última vez em que estive lá. Eu ainda tinha as chaves e na época senti que isso era autorização suficiente para continuar a frequentar a casa sem avisos, mesmo depois de tudo desfeito. Roubei o relógio num domingo. Ela não estava em casa. Como hoje, assisti o virar dos ponteiros por horas, delirando com todas as imagens de uma felicidade dela sem mim. E nesse dia eu quis morrer, diferente de hoje. Fui embora com o relógio, ela não tinha voltado. Me ligou na terça ou na quarta, pedindo as chaves. Não falou no relógio, não falou em polícia ou em privacidade. Só me perguntou se podia deixar as chaves com um amigo em comum, que como ela ou eu, não precisa de um nome. Não nos falamos mais. Não devolvi as chaves, mas não voltei à casa dela. Talvez tenha trocado as fechaduras. Talvez tenha se casado e se mudado. Acontece. Eu olho o relógio. A felicidade já não importa mais.

::mundo cruel, agora em versão “gatos”::

O sujeito que desentope o encanamento é baixinho, careca e falador. Comentava o serviço que estava fazendo, contava das diferenças entre essa e sua última vinda (quando eu não estava em casa) e seu estranhamento diante do novo entupimento, tão precoce. Se não tivesse chegado tão cedo, teria encontrado café e algo pra comer e estaríamos conversando até agora (e não haveria crônica). Cara legal, ele. Apesar da conversa e do trabalho de vasculhar os canos da casa com aquela infinita mola de metal, não deixou de notar o tamanho do meu gato, o Horácio. Parágrafo pra descrever o gato: Horácio é um gato alaranjado que um dia apareceu na biblioteca e se entocou na estante de revistas em quadrinhos. Era uma porcariazinha pouco maior que a minha mão. Demos pra uma usuária levar. Ele fugiu e voltou a se entocar nas prateleiras da Turma da Mônica e eu não resisti, resolvi adotá-lo. Pouco espaço, muita comida e toda a preguiça do mundo, fizeram com Horácio crescesse e alargasse consideravelmente. Um amigo o apelidou de “Bolácio”, o que é muito apropriado. Voltando ao encanador… desde a hora que chegou, enquanto que passava a sonda, verificava as torneira, ou quando esquecemos a porta aberta e o bicho tentou fugir, notei que ele lançava uns olhares divertidos na direção do meu gato, principalmente pra barriga do Bolá… quero dizer, do Horácio. O serviço ficou pronto, testamos as torneiras e não tinha nada vazando. Ele recolheu o equipamento e eu fui ajudar a colocar na Kombi. Quando estávamos saindo, o gato estava esticado perto da porta, fazendo o que sabe fazer melhor, que é nada. O homem olhou de novo pra ele e disse “um bicho gordo desse, dentro de casa, meu avô não perdoava…” Horácio fez uma cara entre espantado e ofendido. O bombeiro completou “Ele levava os gatinhos pro sítio e cevava os bichos, pra depois passar a faca. Nunca vi um sujeito gostar tanto de carne de gato”. Meu gato, com os olhos arregalados, deu dois passos pra trás, preocupado com aquilo ser uma tradição de família. Cevado ele sabia que estava. Olhou de mim pro sujeito, pedindo proteção. Pra sorte dele, não era tradição. Ele explicou, mais pro gato que pra mim, “não precisa ficar preocupado, que eu não gosto dessas coisas não. Tenho nojo. Mas meu avô…” e olhou pro gato, que realmente tem andado redondo e suculento como um coelhinho…

::20 de novembro::

Acordei as sete e meia da manhã e às dez pras oito entrei no Facebook pela primeira vez no dia. Foram quatro mensagens sobre o dia da consciência negra. Todas as quatro desprovidas de qualquer conscientização possível.

Não. Nós não somos iguais.

A discussão racial, que a mídia tenta manipular e por isso vocês acreditam que seja assim, não tem nada a ver com biologia.
A discussão étnica não passa por princípios de constituição, da nossa bela e hipócrita constituição, que diz e afirma (porque pode-se dizer tudo num papel) que somos, diante dos olhos cegos da lei, idênticos.

Não, nós não somos iguais.

Acontece em sociedade, acontece quando estamos todos juntos num emaranhado que não se rege por tratados científicos ou textos legislativos, ainda que eles tenham sim, alguma influência nas nossas atitudes.

Não nós não somos iguais.

E para mostrar que não somos iguais, é só mostrarmos como cada um de nós anda e flutua nesse caldo pra essa mentira se mostrar ridícula, precária, ingênua e estúpida.
Não somos iguais diante de um policial;
Não somos iguais diante de uma entrevista de emprego;
Não somos iguais nos shoppings da zona sul (onde eu faço questão de dizer aos meus amigos “perceba que os negros, no shopping, estão quase sempre vestindo uniformes”);
Não somos iguais diante da forma como um professor trata nossos filhos;
Não somos iguais quando andamos numa rua escura
Não somos iguais quando andamos numa feira de artesanato, lotada;
Não somos iguais quando nos encontramos à noite;
Não somos iguais nas nossas folhas de pagamento;
Não somos iguais diante das estatísticas de mortes violentas;
Não somos iguais nas estatísticas de morte prematura;
Não somos iguais nas salas de aula, ou na presença em universidades;
Não somos iguais quando observamos nossa distribuição pelas ocupações.

Nâo, não somos iguais. E eu não precisei recorrer à História, mesmo sabendo que ela justifica e explica o porquê de não sermos iguais.
Não recorri pra que não haja a possibilidade de que só se enxergue essa diferença no passado, numa sociedade podre e atrasada que nos tratava de modo diferente, na biologia e no direito.
A sociedade ainda é podre e atrasada e o avanço de nossas compreensões sobre a vida não serviu para que mudasse o jogo social, apenas deu aos imbecis e hipócritas novas formas de se distrair.

Feliz dia da consciência negra pra você que quer romper o senso comum, que quer sair das argumentações sobre “um amigo que se deu muito bem” ou “um amigo que é muito preguiçoso” e discutir a nossa desigualdade.
Feliz dia de Zumbi pra você que quer tomar qualquer consciência das coisas.

::3 telefonemas::

_Ismael?
_Oi?
_É a Natália.
_Hum…
_O Teo tá aqui.
_Na sua casa?
_Na rua, aqui de frente.
_Não tá na sua casa?
_Ismael, caralho! Vem buscar o Teo.
_Natália, eu não posso fazer nada, o Teo não é nenhum menino. Ele é livre pra ir e vir. Aposto que está lá do outro lado da rua, sem incomodar ninguém.
_Seu filho da puta…
_Ele está bêbado?
_Claro!
_Você chamou a polícia, Natália?
_Não, Ismael, eu tô ligando pra você!
_Você não chamou a polícia porque sabe que ia ouvir exatamente o que eu falei. Se ele está só sentado, não tem nada pra ser feito.

(Ela está desesperada, chorando. Eu me sinto um crápula. Tenho que buscar o Teo. Eu estou mentindo. Vou buscar o Teo, mas não me sinto um crápula. Eu tento, mas não consigo)

_Natália, ele está aí por sua causa. Porque você fez isso com ele. Acho que você merece passar um pouco do tormento dele. Mas vou buscar ele sim. Não diz isso pra ele. Não dá papo, não tenta se comunicar, entendeu? Ele tentou conversar com você?
_Ele bateu a campanhia até ela desarmar. Mas não fez mais nada. Foi pro outro lado da rua e está lá, sentado no passeio.
_Avanços!
_Vai à merda, Ismael. Vem buscar ele logo!
_Vocês vão precisar esperar quinze minutos, pra dar meu horário de almoço. Aí eu desço. Não deixa ele conversar com você. Não chega na janela. Se ele insistir e eu não tiver chegado, chama a polícia.
_… tá.
_ Natália?
_Oi?
_Vai à merda, você.

………….

_Quem tá falando?
_Luciana?
_Ismael, aconteceu uma coisa grave.
_Tomara.
_Puta que pariu, cara. Deixa de ser escroto! Eu não ia ligar se fosse qualquer coisa.
_Eu ainda não sei porque você ligou. O que aconteceu?
_… O Ulisses. Tá no hospital.
_Que você tá fazendo com o Ulisses, Luciana?
_Foi coincidência. Eu estava na rua e encontrei com ele. Ismael, a gente foi assaltado.
_Como?
_Deram uma facada no Ulisses, Ismael. A gente tá no Belo Horizonte.
_Puta que pariu…

(ela está dando instruções. Não estou ouvindo. Estou, aliás, me esforçando pra não ouvir e torcendo pro Ulisses morrer. É o mínimo, pra me fazer passar por isso)

_…e precisa de sangue. Qual seu tipo?
_Acho que A alguma coisa. Mas eu bebi ontem.
_Foda-se. Vem logo.
_Vou descer.
_Ismael… eu tô com medo, cara.
_…calma. Esse puto não vai morrer assim não.
_Não é isso.
_É o quê?
_…
_Eu também, Lu. Mas depois a gente pensa nisso.

…………………

_Pronto!
_Oi. Aqui é a Nádia. O João tá por aí?
_Ei, Nádia. É o Ismael. O João tá dormindo. Quer deixar algum recado?
_Tá dormindo até agora?
_Olha, então… ele chegou deve ter umas duas horas, só. Mas não vai pensar mal dele, hein? Tava trabalhando. Tocou a noite inteira num bar.
_Ele tava trabalhando mesmo, Ismael?
-Tava, sim, Nádia. Pode ficar despreocupada. Eu aviso que a senhora ligou assim que ele acordar. Como tá tudo aí?
_Tudo bem. Eu tava ligando só pra saber se tava tudo bem mesmo. Se vocês não estão precisando de nada…
_Tá tudo tranquilo, sim. E com o Ulisses de molho, sem aparecer, tranquilo até demais. O João tocou num lugar bem legal ontem, era pra eu ter ido, mas tenho andado meio desanimado.
_Eu fico mais tranquila quando você vai com ele. Você está sentindo alguma coisa?

(eu penso num monte de gente, vários palavrões e em algumas crises de sentimentalismo barato. Eu quero dizer à mãe do João que tenho vontade de morrer. Quero explicar que tudo ao meu redor não vale a pena, é medíocre demais pra quantidade de sofrimento que causa. Dona Nádia, eu desisto. Eu sinto a garganta secar. Merda de vida)

_Tô não. É só porque fiz umas horas extras essa semana. Tô cansado, só isso.
_Então aproveita que é sábado e descansa, menino. Vocês tão muito rueiros! Manda um beijo pro João e outro pra você.
_Um beijo, Nádia. Até!
_Cuida dele, hein? Tchauzinho.
_Pode deixar. Beijo.