::problemas::

Meu texto deu a volta completa e chegou ao ponto de partida. Mordeu o próprio rabo. Não era pra ser um caminho circular, mas foi. Voltei a sentir medo. Voltei a não ouvir minha voz. Comecei a ouvir as vozes dos outros, quando leio as coisas que eu escrevo.
Meu texto morreu, aparentemente.
Há outra possibilidade. O texto deu um passo pra trás. Se for isso, menos mal. Dá pra caminhar de novo, depois. Eu acho.
Agora eu vou ficar andando, olhando as coisas e pensando: como será escrever com um texto que está morto?

::autorock::

Tem uma frase, mas o importante não é a frase, é o que acontece ao redor. A frase descreve uma coisa como um pôr-do-sol, ou uma pessoa que caminha ou uma bomba que cai e arrasa diversos bairros numa cidade, mas o que acontece ao redor é que preenche a frase, que a torna viva. O sol se pôr não é nada sem os ônibus, os adolescentes em uniformes escolares, os carros e seus motoristas quase sempre imbecis, quase sempre tentando burlar uma lei de trânsito, quase sempre buzinando em momentos indevidos como, por exemplo, quando o sol se põe e nós não deveríamos prestar atenção em nada além do pôr-do-sol.
Ao redor da frase está a vida. Ninguém caminha no vazio, ainda que acredite nisso. A pessoa perde o emprego e acha que caminha no vazio. Descobre que contraiu AIDS do marido e acredita ter caminhado no vazio por todos esses anos. Recebe a notícia da morte da mãe, num acidente doméstico (algo como cair da escada ou tropeçar no banheiro) e tudo fica tão distante, opaco, sem importância que esse órfão recém nascido tem certeza de que caminha no vazio. Mas está errado. As coisas estão sempre ao redor. Ruas, pessoas e seus sofrimentos, homens com pressa e mulheres com medo. Olhar ao redor da frase é mais importante que ouvir a frase, que ler a frase, que escrever a frase.
Porque há um antes e um depois de toda frase, de tudo o que acontece.
Há o instante em que uma criança abre a geladeira e percebe um som distante, um tremor então ela morre. Ou o instante em que um homem saindo para trabalhar olha o relógio pela última vez antes de morrer. Uma professora imagina que vai se atrasar porque resolveu fazer sexo antes de sair de casa e goza com culpa, pensando nas crianças, mas nunca chega porque caiu uma bomba não existe professora, alunos, escola.
Há um terrível depois de tudo. Contagem de mortos, soldados, pessoas cegas, bombeiros, parentes em desespero, os mutilados, cavalos que gritam como almas de outro mundo e a notícia sobre os corpos de uma família que foram encontrados abraçados e mortos e os legistas descobrem que todos morreram juntos, antes da bomba, porque tinham se envenenado e essa é a tragédia.
A frase não é importante porque ela só serve para sustentar as coisas que estão ao redor dela e não para carregar o que seu significado nos diz.
A frase é simplória, circundada pelo mundo e frase nenhuma congela a força ou o movimento terrestre que nos enche com a ilusão de que é o sol que se põe e não nós.

Vocês sofrem de Asperger.
Talvez eu sofra de Asperger, não vocês.
Talvez todos nós estejamos doentes. Não Asperger. Depressão?
Somos incapazes de olhar para a realidade, incapazes de ser objetivos e, ao mesmo tempo, incapazes de lidar com o mundo imaginário, com as entrelinhas, com os significados que ficam apenas sugeridos em nossas frases, livros, assuntos.
Deprimidos e muito perigosos.
E muito provavelmente não é nada disso.
Muito provavelmente não há ninguém doente.
Somos só perigosos. E somos perigosos porque além de violentos, nos fingimos de doentes.
Vocês não têm Asperger, não é mesmo?

::20 de novembro::

Acordei as sete e meia da manhã e às dez pras oito entrei no Facebook pela primeira vez no dia. Foram quatro mensagens sobre o dia da consciência negra. Todas as quatro desprovidas de qualquer conscientização possível.

Não. Nós não somos iguais.

A discussão racial, que a mídia tenta manipular e por isso vocês acreditam que seja assim, não tem nada a ver com biologia.
A discussão étnica não passa por princípios de constituição, da nossa bela e hipócrita constituição, que diz e afirma (porque pode-se dizer tudo num papel) que somos, diante dos olhos cegos da lei, idênticos.

Não, nós não somos iguais.

Acontece em sociedade, acontece quando estamos todos juntos num emaranhado que não se rege por tratados científicos ou textos legislativos, ainda que eles tenham sim, alguma influência nas nossas atitudes.

Não nós não somos iguais.

E para mostrar que não somos iguais, é só mostrarmos como cada um de nós anda e flutua nesse caldo pra essa mentira se mostrar ridícula, precária, ingênua e estúpida.
Não somos iguais diante de um policial;
Não somos iguais diante de uma entrevista de emprego;
Não somos iguais nos shoppings da zona sul (onde eu faço questão de dizer aos meus amigos “perceba que os negros, no shopping, estão quase sempre vestindo uniformes”);
Não somos iguais diante da forma como um professor trata nossos filhos;
Não somos iguais quando andamos numa rua escura
Não somos iguais quando andamos numa feira de artesanato, lotada;
Não somos iguais quando nos encontramos à noite;
Não somos iguais nas nossas folhas de pagamento;
Não somos iguais diante das estatísticas de mortes violentas;
Não somos iguais nas estatísticas de morte prematura;
Não somos iguais nas salas de aula, ou na presença em universidades;
Não somos iguais quando observamos nossa distribuição pelas ocupações.

Nâo, não somos iguais. E eu não precisei recorrer à História, mesmo sabendo que ela justifica e explica o porquê de não sermos iguais.
Não recorri pra que não haja a possibilidade de que só se enxergue essa diferença no passado, numa sociedade podre e atrasada que nos tratava de modo diferente, na biologia e no direito.
A sociedade ainda é podre e atrasada e o avanço de nossas compreensões sobre a vida não serviu para que mudasse o jogo social, apenas deu aos imbecis e hipócritas novas formas de se distrair.

Feliz dia da consciência negra pra você que quer romper o senso comum, que quer sair das argumentações sobre “um amigo que se deu muito bem” ou “um amigo que é muito preguiçoso” e discutir a nossa desigualdade.
Feliz dia de Zumbi pra você que quer tomar qualquer consciência das coisas.

::leitora::

Ter leitor é uma coisa bonita que acontece quando a gente começa a escrever. Vem uns teóricos doidos pra dizer que a gente lança um texto no espaço e o leitor pega e reconstrói e tudo mais, mas isso é pouco. Quando a Camila começou a conversar comigo sobre as coisas que ela leu, eu me senti muito bem. Senti que havia um propósito que não era hedonista na minha escrita. Senti que estava dividindo um doce.
Li diversos comentáros espalhados no meio do blog e vi uma vontade sincera dela de internalizar meu texto, de fazer com que algo que pertence ao meu mundo pessoal (às vezes ultrapessoal, confessional, quase intransferível) também faça sentido na vida dela.
Quando o escritor é importante, quando virou um lendário nome na literatura mundial, é normal que os leitores se sintam íntimos dele, que pensem que existe uma conecção de ideias entre suas vidas e a vida do escritor, porque um determinado livro ou texto saiu de uma mente pra fazer sentido pra outra.
Comigo é o contrário. Vou logo tratando como velho amigo alguém que me lê. Acho que, menos por uma noção da infita conexão astrológica, cósmica, do sétimo dia, proporcionada pelas chaves de significação do texto e mais porque eu acho que pra me ler, tem que gostar de mim. Minha literatura me soa como a mania que a gente tem que perdoar num amigo.
E daí que a Camila sempre foi uma presença sorridente e simpática, mas eu ainda não tinha pensado nela, assim, objetivamente, como minha amiga.
Virou em amiga depois que começou a me ler. Ficou “de casa”. Chega no messenger me chamando de “Zé”. E o mais engraçado é que desde que eu a ganhei como leitora, a gente nem se encontrou mais.
Essas coisas botam a gente pra pensar profundamente sobre alguns assuntos: “até onde a gente consegue avaliar com clareza aquilo que escreve?”, “quais conexões a literatura pode ajudar a criar entre as pessoas?”, “será que o marido dela bebe cerveja?”
Esse texto está aqui porque eu tinha prometido a ela. Eu ia dizer nesse texto que ela é meu quarto leitor e a quinta Camila. Mas é bobagem.
Primeiro porque como leitor, Camila é um intermediário da Simone com Vivian, uma pessoa que me leu porque me achava uma pessoa simpática e continuou a ler porque gostou mais da literatura que de mim.
Depois porque, em matéria de Camilas, das quatro outras só uma ainda é presente (apesar de nos vermos pouco) e é minha amiga (minha best friend forever) e só me dá boa notícia. Então não vale a pena insistir nessa do nome. É só um nome comum e bonito. Como diz meu pai, nome de mulher bonita e complicada.
De resto, Camila, o mundo é cruel e a gente sofre e tenta ser feliz. Não sofrer às vezes parece tão raro que vira um modelo de felicidade. Às vezes, não.

::Lenia, seu texto está aqui::

Você me pediu um texto que te apoie e ajude você a procurar uma força que a gente normalmente não consegue encontrar sozinho. Isso é realmente uma pena, porque eu não acredito nesse texto e sei que você também não. Pelo nosso convívio você já deve ter percebido que eu acredito muito no poder transformador da palavra. Mas não nesse poder mágico, de tirar da sacola um resultado, um efeito e resolver os nossos problemas. A literatura tem duas grandes propriedades (tem várias, mas só vamos falar dessas duas…), ambas diferentes desse objetivo canastrão de dar soluções: a literatura nos distrai e/ou nos incomoda. Às vezes a gente foge pra dentro desse mundo de fantasia, esse universo ficcional onde um protagonista, muito mais legal que a gente, passa seus cagaços e resolve seus problemas, do jeito que queríamos ver os nossos resolvidos. E nos distraímos nas sagas que desenrolam as dificuldades, expõem as mentiras, punem os filhos da puta. O mundo vira de cabeça pra baixo, o universo se descola e os protagonistas partem em busca de Deus, para puxar a barba do velho e pedir explicações. Normalmente eles conseguem. Ao acompanhá-los, nós sentimos que também conseguimos um pouco, afinal de contas, se não lemos, a vida desses caras não avança. Ler e escrever são ações colaborativas do processo de divindade. Um escritor é o Deus do enredo e dos personagens, o criador. Mas o leitor é que é o destino, o fluxo do tempo, o motor da realidade. E ele altera, uma vez que interpreta o destino de modos diferentes. Ler e escrever: ação de Deus.
Mas as coisas podem sair do controle na literatura. Às vezes, o que o texto nos dá, é o vislumbre do todos os demônios que nos cercam, invisíveis. Lemos e nos sentimos nus, à mercê de um mundo cruel e impiedoso, de verdades pesadas demais para que possamos carregá-las. Mas carregamos. É como ver o inferno: um lugar onde se sofrem as torturas tão fortes, que nenhum homem poderia suportar vivo. Mas no inferno o homem não morre, o homem suporta. Lembra do “Raposa”? A gente vê o inferno naquele texto, supostamente infantil. Vemos a dor que nos negamos a aceitar nos contos de fadas. Vemos um personagem que, como única conclusão, percebe que precisa caminhar no inferno para se reconstruir, sem nenhuma garantia de vitória.
A vida, em primeira e última instância, dói. A gente sente dor ao nascer, é a primeira sensação que qualquer pessoa conhece. Não é o amor de mãe. Não é a luz do mundo novo. Não são as supresas e as felicidades de existir. É a dor de se forçar pelas apertadas entranhas da mãe, sem anestesia, sem compreensão do ato, sem entender a mudança do sistema de existência. O amor que nos rodeia irá nos aliviar, mas não resolver esse problema com a dor. O bebê respira mais tranquilo, mas só o esquecimento aplaca alguns instantes dessa dor perene. E esse esquecimento é quase sempre impossível, porque mal nascemos, começamos a sonhar.
Na morte, o mesmo. Dizem de mortes serenas, de velhinhos que fecham os olhos e fazem como computadores, encerram o sistema e se desligam. Nunca vi nada parecido fora da literatura. Lembro dos meus dois avôs mortos. Da minha prima assassinada. Do meu tio por parte de mãe e da tia por parte de pai, ambos infartados. As histórias são de tirar o sono. O último momento é o último momento de dor. Quando um dente está pra morrer, ele dói. Quando você bate o dedinho na quina, dói porque as células morreram. Então só podemos perceber que morrer é dolorido e que, se em algum lugar, alguém realmente fechou os olhos com tranquilidade e morreu, só posso dizer: aí se encontra alguém acostumado a sentir dor.
Em primeira e última instância, a vida é dor.
E aí você, sabendo disso, me pede alívio. Porque se a vida é dor, nós, os vivos, nos ajuntamos para essa guerra, a guerra contra a dor, a saga suprema em busca de alívio. Entre várias coisas, encontramos a literatura. Encontramos a literatura, a cerveja, o amor e o sexo, encontramos nossos vícios, nossos pequenos alívios cotidianos. Vício aqui, quero que você perceba, é uma sensação prazerosa que, mesmo nossa conhecida, acontece como um fenômeno único. Cada livro é único, cada amor é único. Mas os fenômenos se repetem ao longo da vida. O texto tem essa possibilidade de ser único e, mesmo quando nos descontrói, nos joga num abismo sem esperança, está na verdade nos preparando pra cair nesse abismo, ou seja, está nos tornando melhores. Tristes os que buscam a salvação num texto. Não há. Mas há alívio.
Você pediu ajuda à pior pessoa do mundo, nesse quesito, porque você pediu ajuda a alguém que, sozinho, não consegue caminhar. Não tenho forças para suportar a vida. Não estou vivo por mim, estou por vocês. Amo demais toda a existência pra desistir, mas minha força não está num sentido meu, que possa ser compartilhado, está no sentido que é de vocês e que eu absorvo. Daí meu texto não vai ser o consolo, mas a tradução desse vazio que eu enxergo em tudo.
Se há algo que eu possa dizer para ajudar você é: estamos juntos. Em guerra ou em trégua, estamos juntos. Preciso de você, Leninha, preciso de razões pra continuar e você também guarda essas razões. E mais um monte de gente precisa, seus filhos, seus fãs de biblioteca, o pessoal do centro cultural e os parentes que tem que lidar com essa personalidade solta e compreensiva que você tem. Então se recomponha, mulher! A gente fraqueja o tempo todo, mas quando ouve o gongo, senta e toma uma chuveirada, se prepara pro próximo assalto.
Eu saio de casa pra construir um mundo melhor, todo dia. Um dia eu consigo e vou poder desdizer tudo isso que está escrito aqui. E talvez o lance seja esse. Mas isso nenhum texto vai nos dizer, só construindo pra ter certeza.

O Nerito, que é um sujeito muito mais legal que eu e um dos últimos detentores de um coração puro que ainda caminha pela Terra, me homenageou em seu blog com três selos literários. De acordo com a brincadeira eu deveria mostrar o selo (uia!) aqui, nomear mais 10 blogs, inventar perguntas, postar fotos em roupas íntimas e criar uma nova coreografia pro verão 2013, que já vai acabando. Claro que eu não vou fazer nada disso, vai contra os meus princípios de vagabundagem e preguiça. Mas enquanto lia o texto do nosso amigo e via as referências cuidadosas aos outros blogs e o carinho que ele dispensou com as pessoas que o indicaram, pensei que, de alguma forma, o filho da puta merece todas e cada uma das homenagens que eu ou qualquer outro escritor/blogueiro puder fazer a ele.
Outra coisa que me chamou a atenção foram as tais perguntas que um dos selistas pediu que ele respondesse. E as que ele mesmo tinha que criar pra que os outros tivessem que responder. Como a vaidade é meu pecado preferido, não resisto e coloco as tais perguntas aqui, mesmo sem colocar mais nada que tenha a ver com as homenagens e brincadeiras. É só meu irrefreável hedonismo me obrigando a responder as perguntas de um amigo, como se eu estivesse num talk show e alguém fosse levar em conta qualquer coisa que eu pense sobre o que está sendo perguntado.
E é isso. Nerito, you’re too fucking good! E me ensinou muito sobre literatura e sobre esse estranho ofício de escritor, que escolhemos trilhar. Obrigado.

1. O que você procura quando abre um livro que nunca viu?
Procuro um trecho. Leio aquele trecho como quem busca o segredo da existência, a chave da beleza, o sublime intocado pelas mãos humanas. Meu lado pessimista acha que vou continuar abrindo livros porque nunca achei. Meu lado otimista acha que eu abro um novo livro exatamente porque sei que já achei isso antes e vou continuar encontrando.

2. Você consegue ir direto para o final de um livro?
Sem dramas nem preconceitos. Não leio como ritual, minhas vontades mudam.

3. Quantas vezes você costuma ler um livro que tenha adorado?
Normalmente leio apenas uma. Mas casos como O jogo da Amarelinha ou Moby Dick provocaram releituras. Mas releio trechos com muita constância.

4. O que você acha necessário para estimular uma criança a ler?
Livros em casa, ao alcance das mãos. E ao menos uns três ou quatro livros proibidos. A criança precisa da liberdade de escolher, mas precisa ser estimulada a lutar pelo que lhe é negado. Deixe ela ler o que tiver vontade, mas sacuda “Capitães da Areia” no nariz dela e diga “Esse você não pode ler!”. Deus usou o mesmo truque e hoje nós temos bombas nucleares foguetes. Sem falar no Julio Cortázar. Não fosse a árvore do conhecimento do bem e do mal, nós não teríamos o Julio Cortázar!

5. Se você fosse imaginar duas personagens de livros diferentes se encontrando, que personagens seriam e como se daria esse encontro?
Consigo imaginar vários! Inclusive um meu. Mas um encontro interessante seria entre Silas, personagem do Sérgio Fantini (dos Livros “Diz xis” e “Silas”) e Henry Chinaski, famoso personagem do Bukowski. E é claro que eles iam se encontrar num boteco e é claro que em algum momento se estapeariam por causa de uma mulher ou uma garrafa de cerveja. Silas ia perder, infelizmente. Chinaski dá muita porrada, Silas tem problema de coluna.
De repente me ocorre Hamlet trombando com Dorian Gray num beco dinamarquês…

6. Cite quem você acredita ser um dos grandes nomes da literatura do Brasil.
Grazadeus que é “um dos” e não “O”. Luiz Ruffato. Confesso que tenho pensado seriamente em passear em Cataguases por causa dos livros dele.

7. Você costuma frequentar alguma biblioteca? Caso afirmativo, conte um pouco sobre ela!
Só aquela em que trabalho. Confesso que eu não gosto de bibliotecas, apesar de ser bibliotecário. Gosto de livrarias. Mesmo enquanto era estudante universitário, resisti uns bons 3 períodos antes de entrar numa biblioteca da UFMG. E só entrei quando comecei a me formar contador de histórias. Nunca me senti bem vindo numa biblioteca. E não consigo associar livros a bibliotecas, mesmo sabendo que tem lá um pouco a ver, mesmo que não muito mais que no nome.